Você pode navegar aqui pelas questões ou utilizar a busca inteligente na parte inferior dos paineis de perguntas e respostas.
As pessoas estão estudando de forma errada, adotando hábitos diários e de estudos totalmente equivocados, e o ensino e a aprendizagem piorando a olhos vistos. Inclusive gestores de escolas e educadores indo na contramão do que seria o ideal para um aprendizado de qualidade. Uma simples readequação do dia a dia seria suficiente para não precisar de aulas de reforço. No meu podcast já falei sobre esse assunto com mais detalhes.
Colocaria tranquilamente. Se ele estuda direito, aprende os conteúdos, as provas são apenas mais uma atividade. O problema é que os alunos estão estudando para prova e não mantendo uma rotina de estudos para aprender de verdade. O resultado são crianças que no ano seguinte não lembram quase nada do ano anterior. Eu diria mais: Gostaria ainda mais se as provas fossem em dias alternados sem aviso prévio.
Não há resposta para esta pergunta. Ainda não se chegou a esse limite nem em pesquisas.
Quem aprende vários idiomas terá a vantagem de saber vários idiomas. Ponto. Claro que há, DURANTE O PROCESSO DE APRENDIZAGEM, estímulo a áreas de linguagem, codificação etc, porém, o mesmo ocorreria com outros aprendizados que não de idiomas. Penso que não podemos falar de um efeito direto do idioma sobre o cérebro a ponto de citar uma capacidade maior para fazer algo…. Leitura quando frequente e diversificada promove até mais estímulos!
Possível é, mas certamente não será feito com o melhor desempenho e qualidade!
Na verdade o fracasso em algum projeto de vida não deveria afetar tão fortemente o indivíduo se ele cresceu sabendo lidar com frustrações. Deveria ser inclusive uma forma de adquirir experiências no sentido de aprender a não gerar mais problemas que levem a ele, porém, quando pais e educadores protegem o indivíduo de se frustar quando criança/adolescente, certamente isso gera problemas em ser lidar com o fracasso. Quando a dificuldade em lidar com o fracasso já está instaurada pela criação, devo dizer que não é rápido nem mágico se reeducar para isso. É necessário força de vontade (o querer de verdade) e a orientação adequada. Boa sorte!
Humano, pois além de ser o que naturalmente somos, é o possível. É impossível sermos perfeitos. Uma busca utópica e insana. Isso considerando que o significado de "humano" ao qual você se refere é ser imperfeito, ser como naturalmente somos.
Qualquer um, depende das características inatas do indivíduo bem como suas vivências e gostos pessoais. Não há regras. Não é porque seu QI é alto que obrigatoriamente preferirá esse ou aquele jogo.
Esse limite é mito, não existe!
Com toda certeza! A leitura estimula diversas áreas do cérebro, nos ajudando a desenvolver diversas habilidades, desde aquelas ligadas à linguagem, passando por criatividade, raciocínio lógico e até empatia!
A pessoa pode ter características inatas que favorece ou não um raciocínio mais lógico, apurado, etc, porém, é uma tendência que pode ou não se desenvolver dependendo de muitas variáveis. Quando se desenvolve mesmo assim depende de muita coisa. Dentre essas variáveis estão o ambiente de desenvolvimento, vivências, estímulos etc… assim, mesmo pessoas com uma tendência menor se corretamente estimuladas e com ambientes e vivências também adequadas poderão ter o tal QI bem maior que outros que possuem essa tendência inata maior porém estimulações e vivências empobrecidas. Em suma, o QI é um somatório de vários elementos e a tendência inata apenas mais um deles…
Claro que o cérebro. O SSD não é nem de longe equivalente a capacidade do cérebro!
Certamente não. É um meio físico de armazenamento que não permite upgrade em termos de capacidade (diferente de computadores), assim, como todo meio físico possui dimensões e limites, porém, ainda não chegamos a um ponto de conhecer a real capacidade e esses limites.
Toda. Tudo que adquirimos de informação durante o dia na verdade fica armazenado em memórias de curto prazo, operacionais. Quando dormimos é que elas são "passadas a limpo" em memórias de longo prazo. Esse processo é chamado de consolidação de memórias. Problemas com o sono, uso de remédios para dormir e outros afetam diretamente a memória.
Tudo depende da carga emocional envolvida com a memória que é vinculada ao cheiro. Um cheiro existente no ambiente quando ocorreu algo emocionalmente muito forte será armazenado de forma mais clara para o cérebro do que um cheiro envolvido com algo de menor relevância…
Não existe uma resposta mágica, porém, podemos dizer que diversas coisas contribuem para uma boa consolidação de memórias, como uma boa noite de sono, preparação para este sono, respeito às necessidades do corpo (não se forçar a dormir fora do horário de sono natural ou por mais ou menos tempo), evitar a todo custo remédios para dormir, drogas e bebidas alcoólicas, ter rotinas de estudo e leitura adequadas. É um longo assunto.
Muitas. Mas não acredite em fórmulas mágicas divulgadas por supostos "doutores" na internet ou TV. A memória precisa de muitas coisas para que funcione bem. Se ela não está ok, a causa pode ser desde problemas com o sono, dormir em cômodo com muita gente, problemas alimentares, digestivos, respiratórios, vitaminas (especialmente do grupo B) e muitas outras possibilidades.
As lembranças não ficam guardadas por completo em um único arquivo como uma filmadora; elas são fragmentadas e distribuídas por regiões diferentes do cérebro, onde a aparência vai para uma área, o som para outra, o cheiro para uma terceira e as emoções vão para uma área completamente distinta, exigindo que o cérebro monte um quebra-cabeça na hora de recordar. (Mais detalhes no podcast episódio 0334)
O hipocampo funciona como um grande bibliotecário localizado no miolo do cérebro, integrando os pedaços e informações sensoriais para organizar, catalogar e armazenar as informações, permitindo que pessoas com danos nessa área preservem memórias antigas já indexadas, mas enfrentem dificuldades para formar novas memórias. (Mais detalhes no podcast episódio 0334)
Isso acontece porque a amígdala cerebral atua como um detector de emoção que dá relevância e importância aos elementos vividos, enquanto hormônios do estresse como a adrenalina ajudam a reter essas memórias de forma mais efetiva, fazendo com que fatos com grande feedback emocional fiquem marcados para o resto da vida. (Mais detalhes no podcast episódio 0334)
O cérebro não gosta de coisas incompletas ou mal montadas e precisa ter as narrativas perfeitas a todo instante; por isso, quando as peças de uma memória estão cheias de buracos, ele as completa com elementos que acha que cabem no espaço, gerando memórias com fatos que não são verdadeiros para manter a coerência. (Mais detalhes no podcast episódio 0334)
Quando uma pessoa ouve repetidamente de outros que algo aconteceu de um determinado modo, o cérebro acumula essas informações e passa a preencher as lacunas com o que a maioria sinalizou como verdade, fazendo com que o indivíduo assuma detalhes que nunca se lembrou de ter vivido. (Mais detalhes no podcast episódio 0334)
O córtex pré-frontal realiza a monitoração da fonte, questionando estruturas cerebrais para checar se a lembrança foi realmente vivenciada pessoalmente ou apenas ouvida de alguém, lida em um livro ou vista em um filme, embora algumas falsas lembranças ainda consigam passar por esse filtro quando são repetidas muitas vezes. (Mais detalhes no podcast episódio 0334)
As redes sociais dificultam a separação entre o que realmente vivemos e o que aprendemos depois, pois o viés de confirmação e o bombardeio de fotos, vídeos e opiniões fazem com que o cérebro encontre muita dificuldade para identificar a origem das informações, gerando recordações mais falhas do que verdadeiras. (Mais detalhes no podcast episódio 0334)
A memória não evoluiu para registrar o passado com alta precisão e fidelidade de detalhes e cores, mas sim para registrar sensações, emoções e o que deu certo ou errado, permitindo que o cérebro utilize essa bagagem para antecipar o futuro e tomar decisões melhores. (Mais detalhes no podcast episódio 0334)
O desgaste e a substituição ocorrem porque o cérebro é influenciado por diversos fatores e emoções, onde algumas áreas são mais racionais e outras mais sensíveis, atribuindo pesos diferentes a cada fragmento e fazendo com que as peças nem sempre se encaixem perfeitamente na hora de remontar a cena. (Mais detalhes no podcast episódio 0334)
Pessoas que sofrem danos no hipocampo decorrentes de um AVC, acidente ou tumor conseguem preservar suas memórias antigas porque elas já estavam indexadas e guardadas, mas passam a ter uma grande dificuldade na formação de novas memórias. (Mais detalhes no podcast episódio 0334)
O cérebro abomina coisas incompletas e, para evitar lacunas ou peças soltas, ele preenche os espaços vazios com elementos que julga mais prováveis e coerentes com a narrativa, fazendo com que a memória final contenha detalhes que nunca aconteceram de verdade. (Mais detalhes no podcast episódio 0334)
Primeiro: identificar se realmente está com insônia ou se não está precisando dormir. Essa historinha que todos precisam dormir 8 horas no mínimo já se sabe que é balela. Só quem não está atualizado ou até médicos que não se informaram sobre as novas pesquisas sobre o assunto seguem repetindo esta informação como regra para todos sendo que para alguns não se aplica. Quanto ao que fazer CASO SEJA um caso de insônia de verdade, depende muito de saber o porquê ocorre, são várias possibilidades!
Na verdade sonhamos com tudo. O que ocorre é que nem sempre lembramos. Acontece que durante o sono é que se dá a consolidação de memórias, que é um processo de organização e fixação do que vivenciamos durante o dia em meorias de longo prazo. Acredita-se que os sonhos tenham relação com esse mecanismo de consolidação. Sonhos "absurdos" seria o cérebro buscando sentido ou associações de coisas que até então não fazem sentido para que possa memorizar adequadamente. Esse processo de consolidação precisa selecionar o que deve ou não ser armazenado, visto que seria impossível armazenar tudo. Um dos critérios para esta seleção é o envolvimento emocional que se tem com o fato. Temer algo é se envolve emocionalmente com este algo, assim, torna os eventos que envolvem isto que se teme prioritário nesse processo. Simplificando, é por aí…
Toda. Tudo que adquirimos de informação durante o dia na verdade fica armazenado em memórias de curto prazo, operacionais. Quando dormimos é que elas são "passadas a limpo" em memórias de longo prazo. Esse processo é chamado de consolidação de memórias. Problemas com o sono, uso de remédios para dormir e outros afetam diretamente a memória.
Nem 6 horas nem 6 horas e meia e nem menos que isso fazem mal!!!! Já se sabe que existem pessoas com necessidades de sono diferentes. Assim, uma pessoa que dorme 5 horas, 6 ou 6 e meia não necessariamente é insone. Se sabe se a pessoa tem algum problema ou não pela forma como acorda. Se dorme pouco mas sempre acorda bem, com disposição, sem dores de cabeça, então não há com o que se preocupar.
Sim. A Princípio não indica nenhum problema. Devemos ter em mente que tais sensações são produzidas pelo cérebro quando estamos acordados e quando sonhamos dependendo das memórias que estão sendo processadas podemos ter a reprodução de tais sensações também!
Desde que não esteja fazendo uso de remédios como benzodiazepínicos ou drogas, nada a se preocupar. E sim, há muitos motivos possíveis, dentre eles a sobrecarga cognitiva e de estímulos.
A falta de sono adequado prejudica o funcionamento do córtex pré-frontal, enquanto o estresse crônico e a fadiga mental aumentam a impulsividade e reduzem drasticamente a capacidade de resistir às tentações e manter o foco nas metas de longo prazo. (Mais detalhes no podcast episódio 0332)
Não, isso é um mito. Na verdade, a dor é gerada lá no cérebro. Quando a gente se machuca, os tecidos mandam um sinal elétrico através de fibras nervosas chamadas nociceptores pela medula espinhal até o cérebro, e é ele que interpreta tudo e decide se vai disparar a sensação de dor ou não como um sinal de alerta. (Mais detalhes no podcast episódio 0331)
Não, isso é um mito. O que acontece é a chamada dor crônica, que é quando a dor persiste mesmo depois de a lesão já ter acabado e curado. Nesses casos, o cérebro aprendeu a produzir e a repetir essa sensação de dor e continua mantendo o alarme ligado, funcionando como um alarme de incêndio que continua tocando mesmo depois que o fogo já se apagou. (Mais detalhes no podcast episódio 0331)
Não necessariamente. A dor crônica muitas vezes já não representa um sinal de lesão real no tecido, e a dor em si acaba virando o próprio problema. O sistema nervoso pode ficar hipersensibilizado — um fenômeno chamado de sensibilização central —, fazendo com que o volume da dor aumente e até coisas inofensivas, como o toque de um lençol na pele, passem a causar um incômodo ou dor sem nenhuma lesão real. (Mais detalhes no podcast episódio 0331)
Isso acontece porque a dor não é um reflexo imediato e obrigatório de um dano físico. O cérebro recebe os sinais elétricos que vêm do corpo, mas é ele quem decide se aquela situação tem relevância para disparar o alarme de dor naquele momento ou se pode esperar. (Mais detalhes no podcast episódio 0331)
Isso acontece porque o cérebro tem limites de capacidade para processar as coisas ao mesmo tempo. Se você consegue desviar o foco da lesão e ocupar a cabeça com um filme, um livro ou o trabalho, o estímulo da dor acaba ficando em segundo plano, gerando uma espécie de analgesia natural porque o cérebro não consegue dar conta de processar tudo simultaneamente. (Mais detalhes no podcast episódio 0331)
A nossa cabeça conta com várias áreas trabalhando juntas, e uma delas é o córtex somatossensorial, que funciona justamente ajudando a identificar as características da dor, permitindo que a gente saiba onde está o machucado, se é uma dor pulsante ou se está aumentando. (Mais detalhes no podcast episódio 0331)
Não. Existe uma estrutura chamada tálamo que funciona como se fosse uma estação transmissora ou um intermediário. Ele recebe grande parte das informações sensoriais que vêm da pele e dos tecidos e ajuda a direcionar esses sinais dolorosos para as regiões específicas do cérebro, ou seja, mais de uma região pode ser acionada. (Mais detalhes no podcast episódio 0331)
Isso acontece por causa do córtex pré-frontal, que interpreta o significado da dor e avalia se ela é perigosa. Como essa área pode ser modulada pelo nosso pensamento, ficar focado e sofrendo com o problema acaba hiperestimulando essa região e aumentando ainda mais a sensação de sofrimento. (Mais detalhes no podcast episódio 0331)
A amígdala é uma estrutura responsável por detectar ameaças e disparar o estado de alerta. Em pessoas que sofrem de dor crônica, ela fica excessivamente ativa, deixando o cérebro em constante vigilância e fazendo com que até movimentos simples e comuns do dia a dia, como se abaixar ou caminhar, sejam interpretados como perigos, o que acaba intensificando ainda mais a dor. (Mais detalhes no podcast episódio 0331)
Sim, graças à neuroplasticidade, o cérebro consegue se adaptar e aprender coisas novas. Existem caminhos como a educação em neurociência da dor para entender como ela funciona, exercícios graduais para o cérebro perceber que certos movimentos são seguros, e técnicas de atenção plena para desviar o foco, ajudando a fazer a dor crônica regredir. (Mais detalhes no podcast episódio 0331)
A nossa percepção da realidade é uma criação de nosso cérebro com base nos estímulos sensoriais recebidos, que são muito falhos. Ele então os "completa" e nós da a sensação da percepção da realidade. Isso é feito com base em conhecimentos anteriores e vivências. Podemos então dizer que a realidade percebida por um indivíduo pode e é diferente da realidade percebida por outro. Em suma: A realidade é criada pelo observador, mas usando elementos do observado.
Acreditar que a felicidade é apenas um destino futuro é um erro porque as grandes realizações dão apenas a direção, enquanto o verdadeiro bem-estar cotidiano e a força para continuar batalhando vêm da percepção e valorização dos pequenos momentos ao longo do caminho. (Mais detalhes no podcast episódio 0333)
A neuroplasticidade faz com que o cérebro se modifique reforçando as conexões mais usadas, de modo que, se passarmos os dias focados apenas nas preocupações e nos medos, criaremos uma visão cada vez mais negativa da realidade e teremos mais dificuldade em enxergar o que nos traria felicidade, sem contar que estamos constantemente distraídos e com a atenção voltada para preocupações futuras, como reuniões e boletos, impedindo que o cérebro registre plenamente as experiências simples que geram bem-estar. (Mais detalhes no podcast episódio 0333)
As pequenas coisas cotidianas ativam o núcleo accumbens, que é envolvido na percepção da recompensa junto com a dopamina, e o córtex orbitofrontal, que participa da avaliação subjetiva de prazer, além de envolver o córtex pré-frontal medial na liberação de ocitocina ligada ao apego e à confiança. (Mais detalhes no podcast episódio 0333)
Uma crítica pesa mais devido ao viés da negatividade, um mecanismo evolutivo em que o cérebro foi programado para focar em ameaças e problemas para garantir a sobrevivência, fazendo com que notícias ruins e críticas suplantem facilmente os elogios e momentos agradáveis. (Mais detalhes no podcast episódio 0333)
O funcionamento cerebral atua como um detector de problemas porque herdamos a necessidade de vigilância para a sobrevivência, fazendo com que o cérebro preste muito mais atenção ao que falta e ao que está dando errado do que às conquistas já realizadas. (Mais detalhes no podcast episódio 0333)
Não, isso é um mito. Na verdade, o cérebro não vê a realidade de forma exata, ele seleciona a realidade. Como recebemos milhões de informações sensoriais por segundo, o cérebro funciona como um filtro para evitar entrar em colapso, fazendo com que cada pessoa tenha seu próprio conceito e enxergue o mundo de uma forma particular, com base em sua neurobiologia e em suas vivências. (Mais detalhes no podcast episódio 0330)
Isso acontece porque o cérebro passa a dar mais relevância a esse estímulo específico, tornando o objeto mais perceptível no dia a dia. A proporção de carros vermelhos sempre foi a mesma, mas estruturas na nossa cabeça chamadas de ínsula anterior e córtex cingulado anterior formam uma espécie de editor-chefe chamado rede de saliência, que decide quais estímulos merecem destaque com base em nossas experiências recentes e expectativas. (Mais detalhes no podcast episódio 0330)
As notificações causam esse efeito porque o cérebro as interpreta como eventos totalmente inesperados e imprevisíveis, já que não sabemos se a mensagem é um aviso importante do banco ou um recado de um familiar. Essa imprevisibilidade desperta o pensamento de que aquilo pode ser urgente, acionando o mecanismo ancestral do nosso sistema nervoso que sempre foi treinado para procurar novidades e perigos. (Mais detalhes no podcast episódio 0330)
Não, funciona exatamente ao contrário. Quando um problema gera emoções muito fortes ou ameaças, regiões cerebrais ligadas ao instinto e às emoções, como a amígdala, aumentam a atividade, enquanto as áreas de planejamento e raciocínio, chamadas de córtex pré-frontal, têm o desempenho reduzido, tornando mais difícil lidar com a situação de forma racional. (Mais detalhes no podcast episódio 0330)
Isso acontece porque, durante a noite, devido a questões emocionais e hormônios ligados ao ciclo do sono, a relevância que o cérebro atribui ao problema é amplificada artificialmente. Quando amanhece, o cérebro se reorganiza, compara a situação com outras rotinas e reduz essa relevância, fazendo com que o problema pareça bem mais brando e viável de enfrentar. (Mais detalhes no podcast episódio 0330)
Não é bem assim. Isso é uma ilusão conhecida como efeito holofote. Tendemos a achar que há um holofote apontado para nós e que todos vão se lembrar dos nossos deslizes, mas, na verdade, a grande maioria das pessoas está preocupada com as próprias vidas e o ocorrido passa quase despercebido ou é esquecido rapidamente pelos outros. (Mais detalhes no podcast episódio 0330)
Não, mesmo sem que estejamos mais nele, o mundo continua rodando normalmente. Costumamos acreditar que somos imprescindíveis em tudo, mas a história mostra que, quando grandes líderes, cientistas ou profissionais partem, as empresas continuam funcionando e outras pessoas assumem os papéis, provando que a vida tem uma incrível capacidade de adaptação. (Mais detalhes no podcast episódio 0330)
Sim, existe uma única pessoa para quem você é absolutamente indispensável: você mesmo. Como a sua consciência é o único lugar onde a sua experiência acontece, se você negligenciar a própria saúde mental e o seu bem-estar, ninguém poderá viver isso ou resolver os seus conflitos internos no seu lugar. (Mais detalhes no podcast episódio 0330)
A melhor atitude é praticar a reavaliação cognitiva dando um tempo antes de responder, como esperar o dia seguinte para agir. Como a raiva e a forte reação emocional bloqueiam temporariamente o raciocínio lógico, esperar a emoção baixar ajuda a enxergar o cenário com distanciamento e a encontrar uma solução bem mais efetiva. (Mais detalhes no podcast episódio 0330)
Claro que existe ajuda, porém não penso que deva a princípio buscar um médico e sim um bom psicólogo…
Não necessariamente…
Existem marcadores que indicam e sinalizam efeitos do estresse, ansiedade e outros, mas não tem como olhar o exame e afirmar que o indivíduo tem ansiedade somente por ele, principalmente porque os marcadores não tratam somente de efeitos da ansiedade...
O principal é o controle da ansiedade.
Porque ele gosta de ser o centro do universo, ter atenções voltadas para ele. Ser supervalorizado até em suas futilidades.
Em todos. Essa é uma característica. É o que faz ele ser quem é... Não há como dissociar ele das características dele. Ele é quem é também por causa do narcisismo.
Não há regra. Cada pessoa é uma pessoa e reage e toma decisões com base em seus conhecimentos, vivências e memórias objetivas e afetivas. Então impossível falar de forma geral. O que posso assegurar é que não necessariamente.
Existem protocolos para avaliação de características, dentre elas a fundamental é a falta de empatia. Lembro que hoje já se sabe que a psicopatia, diferente da sociopatia é inata, ou seja, uma característica que vem com a pessoa. A criação e vivência podem amenizar porém a característica estará sempre lá. Um bom profissional seguirá diversas etapas dentro dos protocolos preconizados até chegar a esta conclusão.
Desculpe, mas está querendo ter demência, dependência química, problemas de apetite, problemas de memória, e tantos outros? Este tipo de remédio é desastroso se usado no dia a dia. As pessoas estão abusando. Inclusive médicos, receitando mesmo sabendo que o uso é só para emergências. O estrago a médio longo prazo é gigantesco e irreversível. Se quer realmente passar por isso, busque um médico neurologista que se preocupe mais com o dinheiro da consulta que com sua saúde e peça. Ela vai dar várias e dizer que não tem problema em tomar, para voltar sempre que precisar! No meu podcast já falei sobre esse assunto com mais detalhes.
Médico que comprou diploma ou só quer saber de defender o seu e os outros que se lixem! Benzodiazepínicos fazem um estrago na vida de qualquer um. Não são para uso contínuo. Falo muito sobre isso em meu podcast.
Pode ter muito impacto ou nenhum, depende. O que gera consequências não é o jogo em si mas como o indivíduo lida com isso. Da mesma forma que tem gente que bebe e não vira alcoólatra, tem gente que joga e nada de ruim ocorre, pelo contrário. Por outro lado alguns bebem um gole e viram alcoólatras assim como os que jogam e possuem diversos efeitos negativos deste uso do jogo. Vários são os fatores que podem fazer com que a pessoa tenha bons ou maus efeitos, que incluem tendências inatas, vivências, relacionamentos sociais, etc.
Eu o consisero SUPER diagnosticado. Ele normalmente é erroneamente diagnosticado e confundido com tudo, principalmente coisas que não são TDAH são tidas como sendo.
Até pode, mas isso não significa que seja uma característica do TDA ou TDAH. Simplesmente uma característica de uma pessoa que tem TDA. Se essa falta de empatia for exacerbada, bom ver se não está erroneamente diagnosticada com TDA, podendo estar enquadrada até como sociopata ou psicopata, problemas esses que geram problemas com o foco e a atenção também.
Veja bem, estamos com uma "modinha" do TDA/ TDAH…. Tai algo que está sendo super diagnosticado. Tudo é tido como TDA e remédios que causam sim danos futuros são prescritos muitas vezes sem critérios. Dão a sensação de uma melhora no momento, mas nem sempre o preço que se paga compensa. Impossível falar se o diagnóstico está correto ou não em uma pergunta na internet sem conhecer as situações de perto e avaliar o indivíduo. Seria irresponsável.
Não há evidência científica desses resultados. Existem muitas variáveis quando o assunto é doença. Um conjunto de fatores pode ter interferido para os resultados, o que não significa necessariamente ter sido exclusivamente por causa da homeopatia. Vale aqui observar que alguns efeitos observados em humanos como efeito placebo e viés de adesão possuem pesquisas em animais e demonstram que existem em algumas espécies também e podem ser variáveis a serem consideradas no caso.
A oração em si não. Porém o chamado efeito placebo que ela gera sim. Na prática, não é a oração é o que vc acredita, que pode ser oração, feitiçaria, superstição, suco Tang ou qualquer outra coisa. No meu podcast já falei sobre esse assunto com mais detalhes.
Os seres humanos não possuem um comportamento padronizado, matemático. Cada pessoa possui sua vivência, sua personalidade, características inatas e outros fatores que interferem nesse tipo de comportamento. Chorar ou não chorar não é o mais relevante. Importante e não tornar a melancolia e tristeza em um processo depressivo. Se as situações se tornarem muito incômodas e frequentes, importante ter o apoio de um profissional.
Não são a mesma doença, embora sejam muito parecidas, tenham sintomas muito próximos e muitos considerem que venham da mesma família. Vários pesquisadores tratam a CIDP como uma forma crônica da Guillain-Barré, mas na verdade são quadros diferentes com evoluções e características específicas. (Mais detalhes no podcast episódio 0335)
São também conhecidas como doenças imunomediadas, o que significa que o nosso próprio sistema de defesa erra e ataca o nosso próprio corpo. Existem doenças autoimunes que atacam diversos órgãos e/ou sistemas, inclusive o nervoso. (Mais detalhes no podcast episódio 0335)
A Síndrome de Guillain-Barré é uma doença aguda que evolui de forma muito rápida (em dias, semanas ou até em questão de horas), tornando-se uma emergência médica. Já a CIDP é uma forma crônica cuja evolução é lenta, podendo durar meses ou anos. (Mais detalhes no podcast episódio 0335)
Não necessariamente. Como em tudo, existem exceções: a CIDP pode, em alguns casos, começar de forma rápida parecendo a Guillain-Barré clássica, e a Guillain-Barré também pode apresentar variações no ritmo. (Mais detalhes no podcast episódio 0335)
O sistema autônomo regula funções automáticas do corpo, como pressão arterial, temperatura, batimentos cardíacos, digestão e funcionamento da bexiga. Quando ele é afetado, surgem problemas como desregulação térmica, picos ou quedas bruscas de pressão, tonturas, taquicardia, constipação ou retenção urinária. Isso é mais frequente e grave na Guillain-Barré, embora também possa ocorrer na CIDP. (Mais detalhes no podcast episódio 0335)
São os nervos que conectam o sistema nervoso central (cérebro e medula espinal) ao restante do organismo, músculos e órgãos. Eles levam as ordens do cérebro para o corpo se mover, trazem de volta as informações de temperatura e tato, e participam do controle das funções automáticas (como o coração e a pressão). (Mais detalhes no podcast episódio 0335)
A mielina é uma capa de gordura que reveste as fibras nervosas, funcionando como a capa plástica de um fio elétrico para isolar e proteger o impulso nervoso. Quando essa capa é atacada (desmielinização), a condução do impulso fica lenta ou interrompida. Assim, mesmo que o cérebro envie a ordem para o músculo se mover, o comando não chega, resultando em fraqueza e perda de movimentos. É o que ocorre, por exemplo, na CIDP. (Mais detalhes no podcast episódio 0335)
Muitas vezes começa de forma discreta com formigamento, sensação estranha nos pés, dor, fraqueza, pernas pesadas, dificuldade para subir escadas ou sensação de que os braços cansam fácil ao tentar pentear o cabelo. Se esses sintomas persistirem e aumentarem em horas ou dias, é sinal de alerta. (Mais detalhes no podcast episódio 0335)
Não 100% dos casos, mas uma boa parte relata ter tido infecções de garganta ou gastrointestinais dias antes de os sintomas da Guillain-Barré começarem, devido a um mecanismo em que o sistema de defesa confunde os nervos com o agente infeccioso. (Mais detalhes no podcast episódio 0335)
É quando algumas estruturas de um agente infeccioso se parecem com os nossos nervos, treinando o sistema de defesa para atacá-las. Quando a infecção acaba, o sistema imunológico continua atacando o que sobrou com características semelhantes: os nossos próprios nervos. (Mais detalhes no podcast episódio 0335)
Não. A doença tem apresentações muito diferentes: existem desde pessoas que conseguem andar pela rua até pacientes que precisam de suporte ventilatório e oxigênio, dependendo da gravidade e do momento da doença. (Mais detalhes no podcast episódio 0335)
Não necessariamente. Uma coisa é uma condição ter contribuído para desencadear a resposta imunológica; outra coisa é a pessoa ter uma doença em paralelo. A presença de doenças associadas não significa que elas provocaram a Guillain-Barré ou a CIDP. (Mais detalhes no podcast episódio 0335)
Porque, como a doença é prolongada e afeta a sensibilidade e a destreza de forma gradual, a pessoa começa a deixar cair objetos do nada, dar topadas nos pés e perder a firmeza nas mãos, parecendo desastrada sem entender o motivo. (Mais detalhes no podcast episódio 0335)
A eletroneuromiografia e os estudos de condução nervosa avaliam os problemas nos nervos e a desmielinização (sendo essenciais e quase determinantes no caso da CIDP). Já o estudo do líquor (retirado por punção na coluna) e os exames de sangue ajudam a confirmar o quadro e, principalmente, a descartar outras doenças parecidas. (Mais detalhes no podcast episódio 0335)
Exige acompanhamento hospitalar intensivo para monitorar a respiração, a deglutição e a pressão. O tratamento pode incluir o uso de imunoglobulina intravenosa humana e plasmaférese, indicadas pelo neurologista de acordo com a gravidade. (Mais detalhes no podcast episódio 0335)
Enquanto a Guillain-Barré foca no suporte intensivo rápido para evitar uma piora aguda, a CIDP, por ser crônica, pode ser tratada com imunoglobulina, plasmaférese e também com corticosteroides (incluindo doses altas chamadas de pulsoterapia em momentos de crise). (Mais detalhes no podcast episódio 0335)
Porque a evolução da doença ao longo do tempo é o fator mais importante na neurologia. Como existem dezenas de síndromes parecidas e algumas doenças começam parecendo uma coisa e depois se revelam outra, um bom médico acompanha o dia a dia do paciente e ajusta o diagnóstico conforme a doença evolui. (Mais detalhes no podcast episódio 0335)
É um acometimento no qual o indivíduo deixa de apresentar reflexos musculares que seriam normais. Por exemplo, quando se dá uma leve batida no joelho enquanto se está sentado e com a perna solta, o normal seria a pessoa ter um reflexo da perna ser puxada meio que como um chute. Uma pessoa com arreflexia não teria essa reação. Cabe ressaltar que as causas podem ser várias. Desde questões musculares até neurológicas como doenças Neurodegenerativas ou de condução nervosa (as mais frequentes), podendo acometer todo corpo ou apenas alguns grupos musculares.
Não, isso é um mito. As duas áreas não divergam ou dizem coisas opostas; na verdade, a neurociência apenas oferece um nível de detalhamento maior do que a psiquiatria. Enquanto a psiquiatria foca mais em análises de comportamento e terapias para entender a falta de empatia, a neurociência utiliza ferramentas tecnológicas e exames para estudar de forma mais ampla o que acontece dentro do cérebro, esmiuçando os mecanismos por trás dos atos. (Mais detalhes no podcast episódio 0034)
Não, isso não é verdade. É possível ter dificuldade com a empatia e não ser um psicopata, porque a pessoa pode ter o seu convívio social, o controle e a noção de consequências totalmente intactos. Esse mecanismo que freia as ações continua funcionando bem, fazendo com que a pessoa olhe primeiro para si mesma, mas sem se mover para prejudicar os outros o tempo todo. (Mais detalhes no podcast episódio 0034)
Isso acontece graças a uma região específica do cérebro chamada córtex pré-frontal. Ela funciona como um freio para as nossas ações instintivas e a raiva do momento, além de ter uma visão muito forte de causa e consequência, avaliando se o que vamos fazer vai prejudicar os outros ou acabar com a nossa própria vida. (Mais detalhes no podcast episódio 0034)
Para a neurociência, a psicopatia envolve dois problemas fundamentais combinados: a falta de empatia — que é a incapacidade de trazer o comportamento do outro para si (o que é feito pelos neurônios espelho) — e uma deficiência no controle social e na visão de consequências, que é a dificuldade em saber o que é adequado em cada situação e frear os instintos (geridos pelo córtex pré-frontal). (Mais detalhes no podcast episódio 0034)
Sim, isso pode acontecer porque a pessoa tem empatia e consegue entender os outros, mas sofre de uma falha justamente no seu mecanismo de freio, que é o córtex pré-frontal. Mas não, não significa que seja psicopatia. Quando ela sofre uma irritação, frustração ou um rompante de raiva muito forte, falta-lhe o controle inibitório para conter seus instintos, levando-a a tomar atitudes extremas das quais pode até se arrepender depois, o que não ocorre na psicopatia. (Mais detalhes no podcast episódio 0034)
Não. A neurociência faz uma divisão e prova que não basta apenas não ter empatia para ser um psicopata; é necessário também ter uma deficiência no controle social e na análise de consequências dos atos, provando que a psicopatia envolve tanto a questão da empatia quanto a falha nos mecanismos de freio do cérebro. (Mais detalhes no podcast episódio 0034)
Os neurônios-espelhos são estruturas fundamentais para empatia. São células cerebrais que estão envolvidas diretamente com a nossa capacidade de sentir empatia, ajudando a processar e refletir aquilo que o outro está sentindo, embora a construção completa da empatia exija também outras áreas e mecanismos cerebrais. (Mais detalhes no podcast episódio 0034)
Características de sua personalidade, criação e vivências. Se isso te faz mal, seria legal buscar um profissional competente que certamente conseguirá te ajudar a mudar isso e ter uma vida bem mais leve.
Serei muito objetivo: porque você permite.
Desculpe, mas esse é o tipo de resposta que depende de conhecer e avaliar suas características inatas, aspectos das vivências etc. Quem te der uma resposta rapidamente para isso estará sendo inconsequente e/ou copiando respostas prontas de sites e chats inteligentes da internet. Este tipo de coisa é muito pessoal e depende de vários fatores, podendo ter causas patológicas, psicológicas, neuroquimicas, inatas, etc …
Veja bem, cada pessoa é única, cada relacionamento é único e depende de inúmeras variáveis. Assim é perfeitamente normal que uma mesma pessoa trate várias outras de formas distintas, dependendo de afinidade, vivências, percepções do outro…. Considerando isso, penso que você não deve querer comparar o seu relacionamento com um amigo com o relacionamento dele com outros. Você é você e os outros são os outros. São situações incomparáveis. Se ele é mais tóxico com um ou outro certamente é porque a percepção dele de um e outro é diferente. O que deve ser o foco aqui é se ele é toxico ou não com você, se te faz ou não mal, se deve se afastar dele ou impor limites ou não.
Não necessariamente uma determinada emoção tem uma reação x corresponde no rosto. O que ocorre é que existem áreas do cérebro que lidam com conflitos, situações de estresse, tristeza e outras que de alguma forma são conectadas com áreas motoras, então, quando alguma emoção como essas foge ao limite "normal" de trabalho, ele pode disparar algum movimento motor (movimento de músculos) que mudam expressões faciais ou mesmo promovem movimentos de mãos, dedos e membros. Tem pessoas que quando estão tristes ficam com expressões características, outras não mudam o rosto mas adoram uma postura da coluna mais curvada, outras as duas coisas e assim por diante. Apesar de um bom número de pessoas tenderem a ter as mesmas mudanças corporais, isso não é uma regra e pode variar muito de pessoa para pessoa, com algumas não apresentando mudança alguma, então, pode-se cometer muitas injustiças ao se julgar os outros por suas expressões e posturas corporais.
O pensamento pura e simplesmente nem sempre. Apenas se forem repetidos à exaustão a ponto de se transformarem em condicionamento. Pode gerar ou não, dependendo de cada caso. Mas sem dúvida que vivências anteriores são mais relevantes para os comportamentos futuros do que um pensamento iniciado do nada.
Depende! Não existe regra. Cada indivíduo é único e reage de acordo com características inatas e formadas pelas vivências.
Depende. Isso não é uma regra. Mas aqueles que possuem essa característica, isso se dá porque o córtex pré frontal que regula o comportamento social, gerencia análises de consequências dos atos e até limites e autocrítica não está ainda maduro. Essa área amadurece por volta dos 34 anos, ocasião em que aí sim essas habilidades ficam sob controle. O adolescente por não estar maduro perde o controle de seus atos, não tem visão do social etc e pra complicar está em uma fase de mudança intensa, reafirmação, mudança de paradigmas. Principalmente aqueles que cresceram protegidos pelos pais das frustrações vão tender a impor suas vontades na base da briga.
Em nada ou em tudo… Depende de como é o indivíduo, suas vivências e formação bem como do pai do indivíduo e seu comportamento… enfim, não há regra nem reposta sem avaliar a situação. Mas posso afirmar que dependendo não faz a menor diferença mesmo, mas por outro lado pode mudar o destino da pessoa…
Perderam e muito. Culpa da permissividade e superproteção em suas criações disfarçados de tolerância, acolhimento, compreensão das dificuldades enfrentadas, etc. Estamos errando muito na educação tanto escolar quando de família. Estamos focando em uma polícia do politicamente correto e deixando de cuidar de coisas básicas e fundamentais na criação. Hoje se considera normal se uma criança "senta a mão" na cara dos pais no meio de um shopping: "ah… ele tem temperamento forte, devemos acolher!"… Erros grosseiros. É uma longa discussão.
Depende muito. O ser humano não tem precisão matemática. Cada um reagirá de uma forma dependendo de muitas variáveis. Alguns podem não alterar em nada seu futuro, outros podem se matar…Realmente não há regra. Depende.
Pesquisas indicam que a crença em superstições é inversamente proporcional aos conhecimentos científicos, ou seja, quanto mais se tem conhecimento das ciências, menos se acredita nas superstições. O homem busca sempre dar sentido a sua vida e também fugir de problemas, achar soluções para suas aflições. Isso tudo buscando o menor esforço possível. Assim, é cômodo e atrativo para aqueles que não possuem conhecimentos aprofundados em determinada área acreditar que algo bem simples possa o livrar de problemas.
A falta de informação correta, falta de pesquisa e até leitura faz com que as pessoas "achem" muitas coisas que não procedem. Somado a isso temos uma sociedade que acredita muito em especialistas de whatsapp e redes sociais e pouco naqueles que são especialistas de verdade.
O pensamento pura e simplesmente nem sempre. Apenas se forem repetidos à exaustão a ponto de se transformarem em condicionamento. Pode gerar ou não, dependendo de cada caso. Mas sem dúvida que vivências anteriores são mais relevantes para os comportamentos futuros do que um pensamento iniciado do nada.
Com toda certeza! A leitura estimula diversas áreas do cérebro, nos ajudando a desenvolver diversas habilidades, desde aquelas ligadas à linguagem, passando por criatividade, raciocínio lógico e até empatia!
Este é o tipo de pergunta que é difícil responder de forma curta. É necessário um trabalho constante e também saber como fazê-lo. Estimulações incorretas podem causar aversão ao invés de atração. São várias possibilidades e ações necessárias, que podem variar de acordo com as crianças envolvidas, o meio em que vivem e o grau de aversão aos livros.
Não eram pra ser… Talvez o recomeço não esteja sendo encarado e realizado da forma adequada… Tudo depende de sua percepcão sobre este recomeço. Se suas vivências te levam a tê-lo como uma nova oportunidade, não será entediante, porém, se você se desenvolveu imaginando que recomeços são apenas retrabalhos, aí realmente será entediante!
Se informando sobre como você estará daqui a alguns anos. Pensando que vc já foi cuidado por eles quando você era intolerável. Se preparando psicologicamente para isso, se não der conta sozinho contando com o apoio de profissionais que possam te ajudar a lidar com isso…
Depende. Não há como dar uma resposta que sirva para todos. O ser humano não é matemático. Cada um é cada um e o QI é um índice que não é determinante nem uma regra para todos os autistas tidos como de "alto funcionamento".
Situações diferentes.O bocejo é contagioso porque sua visão ativa áreas chamadas de neurônios espelho e outras que fogem ao controle do córtex pré frontal do cérebro e por isso geram uma imitação em quem está vendo. Já checar mensagens no celular não tem este mesmo efeito, tendendo mais para o hábito, TOC ou vício.
Passamos a maior parte da vida adiando a felicidade porque criamos pontos focais no futuro e metas constantes, como conseguir uma casa, um emprego ou uma aposentadoria, fazendo com que o cérebro espere sempre pela próxima conquista em vez de reconhecer o momento presente. (Mais detalhes no podcast episódio 0333)
O cérebro evoluiu para priorizar a sobrevivência e a autopreservação, e não para proporcionar um estado de felicidade constante, fazendo com que nossos ancestrais ficassem sempre vigilantes contra ameaças e escassez para garantir que a espécie não fosse extinta. (Mais detalhes no podcast episódio 0333)
A adaptação hedônica faz com que o cérebro transforme rapidamente algo extraordinário, como comprar um carro novo ou conseguir uma promoção, em parte da rotina, fazendo a euforia inicial desaparecer após algumas semanas para que o ser humano não perca a motivação de continuar buscando novos objetivos. (Mais detalhes no podcast episódio 0333)
A dopamina participa da recompensa, mas atua principalmente na expectativa dessa recompensa, gerando motivação e indicando para o cérebro que determinada ação pode ser importante e que vale a pena gastar energia com isso, indo muito além da simples sensação de prazer após a conclusão de algo satisfatório. Gera aquele frio na barriga durante o planejamento de eventos ou viagens, o que muitas vezes traz mais prazer do que a realização em si. (Mais detalhes no podcast episódio 0332, no podcast episódio 0333 e no podcast episódio 0330)
Podemos usar o córtex pré-frontal para exercer o controle voluntário, decidindo direcionar o foco para o momento presente e deixando as preocupações, como um boleto, para outro momento, moldando assim conexões cerebrais mais positivas. (Mais detalhes no podcast episódio 0333)
O cérebro humano foi moldado ao longo de centenas de milhares de anos para responder rapidamente a estímulos imediatos e aproveitar os recursos disponíveis, porque os ancestrais viviam em um ambiente de escassez extrema onde não havia fartura de comida ou conforto, fazendo com que a regra biológica fosse comer, abrigar-se e descansar sempre que encontrasse oportunidade para garantir a sobrevivência. (Mais detalhes no podcast episódio 0332)
Temos dificuldades porque o cérebro humano foi adaptado biologicamente para um ambiente de escassez do passado remoto, mas hoje ele opera em um mundo moderno projetado para oferecer recompensas constantes, múltiplos estímulos e facilidades tecnológicas que a nossa estrutura neural simplesmente não acompanhou evolutivamente. (Mais detalhes no podcast episódio 0332)
A área tegmental ventral produz neurônios dopaminérgicos importantes e aumenta a liberação de dopamina sempre que surge uma situação em que o cérebro percebe que pode ter sucesso ou que algo pode ser recompensador e bacana. (Mais detalhes no podcast episódio 0332)
O núcleo accumbens é uma estrutura que atua transformando a nossa vontade e o nosso desejo em ação, sendo ativado por situações diversas como receber elogios sinceros, ganhar dinheiro, consumir alimentos calóricos e açucarados, receber notificações de redes sociais e vencer um jogo. (Mais detalhes no podcast episódio 0332)
A amígdala é uma estrutura essencial em nossas vivências, porque ela atribui valor emocional às experiências, definindo e classificando os acontecimentos para gerar emoções que ajudam o cérebro a lembrar quais situações foram agradáveis e quais foram desagradáveis. (Mais detalhes no podcast episódio 0332)
Existe uma estrutura chamada hipocampo que influencia a repetição de comportamentos ao atuar como uma central de memórias que armazena informações contextuais, registrando associações entre experiências satisfatórias e lugares específicos, o que aumenta a tendência de repetirmos atitudes que nos trouxeram bem-estar no passado. (Mais detalhes no podcast episódio 0332)
O córtex pré-frontal atua por meio de funções executivas, principalmente na parte dorsolateral, realizando planejamento, tomada de decisão, controle de impulsos, manutenção da atenção e estabelecimento de metas, permitindo prever consequências futuras para ponderar e adiar gratificações imediatas. (Mais detalhes no podcast episódio 0332)
O córtex pré-frontal é a área responsável por conter impulsos. Ela perde a batalha em muitas ocasiões porque, embora raciocine corretamente e preveja consequências, ele é mais lento, consome mais energia e demanda maior esforço mental, enquanto os sistemas de recompensa que são impulsivos são rapidíssimos, exigem menos recursos e oferecem satisfação imediata que o cérebro busca para economizar energia. (Mais detalhes no podcast episódio 0332)
As pessoas frequentemente procrastinam porque tentam evitar emoções desagradáveis associadas a certas tarefas, como ansiedade, insegurança, medo de errar ou mesmo perder tempo, fazendo com que o cérebro busque alternativas de alívio imediato e dopamina sem esforço, como abrir redes sociais ou responder a mensagens, gerando hábitos automáticos. (Mais detalhes no podcast episódio 0332)
O cérebro utiliza heurísticas e atalhos mentais transformando comportamentos repetidos em hábitos automáticos geridos pelos gânglios da base, o que alivia a carga de processamento consciente e evita a exaustão mental decorrente de ter que analisar conscientemente milhares de decisões todos os dias. (Mais detalhes no podcast episódio 0332)
Sim. Podemos modificar o ambiente tornando o comportamento desejado mais acessível e o indesejado mais difícil, como deixar frutas visíveis e doces escondidos para quem está de dieta, desativar notificações e afastar o celular na hora de estudar, ou deixar as roupas de exercício preparadas na véspera. (Mais detalhes no podcast episódio 0332)
Não. Essa é uma ideia limitada porque a força de vontade depende diretamente de condições biológicas frágeis, como o descanso adequado e a ausência de estresse, falhando inevitavelmente quando o cérebro está fadigado e sob a influência de sistemas de recompensa imediatos que economizam energia. (Mais detalhes no podcast episódio 0332)
Devemos abordar a mudança de hábitos compreendendo o funcionamento biológico do cérebro, reconhecendo a briga interna entre os circuitos de recompensa imediata e o córtex pré-frontal, e construindo estratégias ambientais para que a escolha certa para o futuro seja também a mais fácil de ser realizada no presente. (Mais detalhes no podcast episódio 0332)
Não, isso é um mito. O cérebro processa informações de pessoas distantes de maneira completamente diferente de quando pensa na própria pessoa ou em alguém próximo. Em um experimento de ressonância magnética funcional — que mostra a atividade do cérebro em tempo real por meio de imagens e cores —, descobriu-se que as áreas ativadas ao pensar em si mesmo e ao pensar em uma celebridade são totalmente distintas. No entanto, quanto mais próxima a pessoa é, mais o padrão cerebral se aproxima daquele ativado quando pensamos em nós mesmos. Isso acontece porque a nossa personalidade é moldada pelas pessoas do nosso convívio. (Mais detalhes no podcast episódio 0059)
Não é apenas uma sensação passageira, a falta de convívio social pode sim afetar a saúde física. O ser humano evoluiu para viver em sociedade, e o cérebro nos recompensa com prazer quando estamos com outros, mas nos penaliza com desestímulo, tristeza e angústia quando estamos isolados. Para certas pessoas com alta dependência de convívio, essa solidão funciona como um castigo figurado que gera problemas em espiral, podendo inclusive reduzir a imunidade e provocar diversos problemas de saúde derivados dessa condição. (Mais detalhes no podcast episódio 0059)
Isso acontece devido a uma herança evolutiva dos nossos ancestrais, chamada de instinto de autopreservação. O homem primitivo, ao caçar sozinho na floresta, precisava ficar muito atento a ameaças e ao que poderia dar errado para preservar sua vida, tornando as coisas boas dispensáveis naquele momento. Essa herança foi mantida, de modo que, quando estamos sozinhos hoje em dia, o cérebro foca em tudo o que há de negativo, gerando ansiedade e processos depressivos em um ciclo contínuo. (Mais detalhes no podcast episódio 0059)
Não, isso é um mito. Embora muitas crianças criadas de maneira solitária possam apresentar um desenvolvimento problemático porque o cérebro não consegue captar os parâmetros sociais adequados, existe um grupo que desenvolve mecanismos próprios para lidar bem com isso. Essas pessoas compensam a falta de convívio social com atividades como leitura, filmes ou brincadeiras individuais, conseguindo obter parâmetros sociais indiretamente. Com isso, elas crescem e vivem muito bem sozinhas, sentindo-se incomodadas apenas se houver um excesso ou uma overdose de interação social. (Mais detalhes no podcast episódio 0059)